Mordida na Maçã


Mudamos

O mocó mudou-se para o blogger. Mudamos de casa, de roupa de namorado. Eu mudei de endereço do blog.

Continuem me visitando, por favor. A receita do bolo continua a mesma, mas com layout novo.

Vem!



Escrito por Jéssica Panazzolo às 16h59
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Gafes futebolísticas que você não queria cometer

funcionário 1: Gente, vocês viram quem está aí?

funcionário 2: Não...

funcionário 1: O Sócrates!

funcionária 3: Qual Sócrates? O filósofo?



Escrito por Jéssica Panazzolo às 13h03
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Advogado animal

Histórias de amor são sempre comoventes. Casais que namoram há muito tempo ou são casados criam uma intimidade ímpar. De trocarem olhares, um compreende o que o outro está pensando. As frases são completadas pelo cônjuge e os apelidinhos carinhosos são inevitáveis.

Para Luciano e Jennifer não era diferente. Por se amarem tanto, viviam o pacote completo do casal apaixonado, incluindo vocativos no diminutivo. Mas apelidos nunca nascem prontos, repararam? Eles evoluem até chegar ao definitivo apelido. Ele começou a chamá-la de coelha, depois, com o carinho, de coelhinha. Ela passou a chamá-lo de coelhinho. E com a imbecilidade natural dos apaixonados, tornaram-se Toelhinho e Toelhinha.

Os mais amargos podem reclamar dessa aparente infantilidade, mas eles não ligavam. Nenhum casal deve ligar, mesmo porque a maioria tende a guardar esses apelidos para os momentos a dois. Assim também Lú e Jé preferiam que fosse, toelhices só entre eles.

Mas Luciano começou a trabalhar e a vida atribulada fez seus dias mais corridos. Dividir-se entre a difícil faculdade de Direito, o trabalho e a amada não era fácil. Um dia, recebeu um e-mail pela lista da sala e resolveu responder. Mas lembrou-se que precisava mandar urgente um endereço para o e-mail da Jennifer. Abriu outra janela e escreveu:


Toelhinha,


Tá aí o endereço do teatro de hj à noite. Pls, meu amorzão, pesquisa o caminho para chegarmos lá numa boa?


Bjooooo
te amo
Lú, o seu toelhinho


E disparou. Quando foi escrever o e-mail para o resto da sua sala de faculdade percebeu a burrada que tinha feito. Mandou o e-mail que seria para Jennifer para lista de futuros advogados e professores.

Passou a mão na testa e rezou “Ai, meu Deus, que poucos leiam”. Mas a notícia se espalhou rápido. Quem nunca acessava a lista, acessou. Os professores comentaram o equívoco em sala e ele, sem nada o que dizer, ficava roxo de vergonha.

Mas amigos que são amigos, não deixam a piada morrer. Fizeram uma montagem com o rosto de Luciano vestido de coelho, mandaram para a sala e passaram também a chamá-lo de Toelhinho.

Os planos de futuro com a Jennifer naufragaram por algum motivo no meio da história do casal. Luciano já é advogado formado, bem sucedido, e seu coração está longe das amarras. A mancada não gerou uma mácula em sua graduação, mas todo ano, durante a Páscoa, alguém lembra do acontecido e ri baixinho em algum fórum da cidade.



Escrito por Jéssica Panazzolo às 16h29
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Gafes que você não queria cometer - versão internacional

fato histórico: Ingrid Betancourt é libertada na Colômbia após ficar 6 anos em poder das Farc

cena: filha chega em casa e a mãe quer comentar com ela as notícias do dia

mãe: Mari, Mari, você viu quem foi libertada? A Caroline Bittencourt!!!

filha:  Mãe, Caroline é a da Cicarelli...



Escrito por Jéssica Panazzolo às 10h50
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Leitura dinâmica

Ana namorava Cláudio há 8 anos. Um amor que havia nascido nos tempos de ouro da adolescência e vingava na vida adulta. Casamento não era um sonho, mas uma realidade próxima. Eram cúmplices nesse plano de sedimentação do amor.

Em uma das visitas de Ana ao apartamento de Cláudio, ela viu uma carta ser colocada debaixo da porta. Ele tomava banho e ela, inocentemente, foi recolher a correspondência e deixá-la sobre a mesa, como fazia quando encontrava algo na soleira.

Mas Ana desconfiou. A carta era remetida por Josiane Almeida. Cartas já são coisas difíceis de recebermos, que dirá de uma pessoa de outro sexo, com outro sobrenome, de uma pessoa que nunca uma namorada de 8 anos ouviu falar. Quem não ficaria sobressaltado?

Num ímpeto de curiosidade, Ana abriu o envelope cuidadosamente que estava em suas mãos e correu os olhos por aquelas linhas proibidas. Como suspeitava desde o princípio, Josiane não era só o nome de um remetente, era um casinho antigo de seu noivo.

Pois ela conteve a ira e o ódio e foi atrás dele.

- Amor, quem é Josiane?

- Por que, gatona? engolindo seco o medo dela ter descoberto algo.

- Vi uma carta que chegou para você e o remetente era ela.

- Ah, é uma amiga de Minas que quer vir estudar em São Paulo e pediu minha ajuda.

- Ahhhhhh tá. Deixei em cima da mesa, disse engolindo a raiva.

Ana não queria arrumar uma briga por alguém que estava a quilômetros de distância e não demonstrava na carta que se aproximaria fisicamente. Quis pagar para ver onde ia dar e ter a chance de monitorar o amado mentiroso.

Mentira por mentira, Ana também contou uma. Não tinha deixado carta nenhuma em cima da mesa. Quando ele procurou, não encontrou. Ela colocou a culpa na empregada e guardou a correspondência amassada pelas mãos raivosas em sua bolsa.

Ele mentindo e ela também, jurando que a carta não havia sido tocada e que não sabia dos pulo do gato compromissado.

Porém, a história martelava a cabeça de Ana. Ficava ali, numa memória chata e inconveniente. Até que a bomba estourou.

Ela ia para a casa da sogra. Quando chegou, aproximou-se do chaveiro na parede (ou seria um porta-chaves) onde todos colocavam todas as chaves, para colocar a do carro. Nesse instante seu coração disparou. Viu o chaveiro do noivo com o nome de outra escrito. Adivinhem o nome de quem?

Josiane, Josiane, Josiane, gritava a cabeça de Ana. Como ele pôde ser tão vil e colocar o nome da outra no chaveiro, pensava ela sem parar, vermelha de ira.

- Você não vale nada! Eu sei de tudo!!!! Olha o nome dessa vagabunda de Josiane no seu chaveiro! Quer saber? Eu li aquela maldita carta e eu sumi com ela! É isso mesmo, não faça essa cara de santo! Você achou que poderia me enganar por quanto tempo? Olha aqui o chaveiro com o nome dela! Eu fui muito burra...

E chorou. Ele, vendo toda aquela cena, pegou o chaveiro que, ela havia arremessado nele, com calma e mostrou.

- Ana, sua mentirosa que não sabe ler, esse chaveiro é da minha irmã e o nome escrito é do meu cunhado JOSÉ LUIS!

O mundo de Ana caiu. Entregou seu delito e ainda não havia pego o noivo mentiroso no flagra da traição. Mas como ele também havia mentido sobre a relação com Josiane, passaram horas se acusando e resolveram deixar como estava. Afinal, se ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão, quem mente para um mentiroso é por motivo amoroso.



Escrito por Jéssica Panazzolo às 11h25
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Veio a pé ou veio de trem?

Viajar é conhecer coisas lindas, monumentos históricos, tradições e hábitos do local escolhido. Mas além do turismo clássico, viajar é uma oportunidade de comparar onde moramos com o que o resto do mundo tem a nos oferecer.

O que mais me impressionou entre Paris e as cidades da Itália que visitei foi o transporte público. Pode-se ir sem carro para qualquer lugar. É oferecida ao turista e, especialmente, ao nativo uma rede gigante e cheia de possibilidades para que o automóvel fique em casa e para que se possa viajar entre as cidades sem ter que pensar em passar por um aeroporto.

Andamos de metrô por toda Paris. Para não dizer que não usamos táxi, usamos um dia que saímos de um restaurante depois da uma da manhã. Na Itália, metrô e ônibus para todo lado, além dos trêns com horários precisos entre as cidades.

Trechos como Roma - Firenze, saíram por 33 euros para duas pessoas, sempre, claro, comprando o mais "buon mercato". Para pagar mais barato, íamos nos trêns comuns, segunda classe, fazendo várias paradas. Em três horas, estávamos no destino. E não pense que a segunda classe é um chiqueiro. Vai-se sentado, num lugar tranquilo, vendo a paisagem.

Seria como ir até o Rio, saindo de São Paulo, sem ter que pensar em atravessar a Dutra de carro ou recorrer à ponte aérea. Prático e inteligente. Se São Paulo tivesse metade das linhas de metrô de Paris, juro que deixaria meu carro em casa para percorrer os 16 Km diários que separam meu trabalho da minha casa. Como as linhas são várias, não ficam abarrotadas, não há sobrecarga.

Aí vemos a diferença de como nossos impostos são empregados, dos políticos que escolhemos, da qualidade de vida que levamos, do respeito ao cidadão, além da educação do povo.

Lá pulasse muita catraca, mas ninguém está nem aí. Cada um, cada um. Os ônibus que tomamos em Roma, Milão e Firenze, por exemplo, têm uma máquina para que o passageiro valide o ticket e só. Nada de cobradores ou seguranças. Cada um com sua consciência. E só a turistada deixava de validar os tickets. Os moradores passavam pelas máquinas normalmente, mesmo sem ter a obrigação vigiada.

É tudo lindo? Não! Mas vê-se muito mais cuidado com o que é público do que em São Paulo ou na maioria das cidades do Brasil que conheço. Cuidado não só do governo, que dá à população acesso aos meios de transporte, mas também por parte do povo que conserva e utiliza de forma consciente.


Trem de Veneza para Milão. Nós e a Coca-Cola amiga.



Escrito por Jéssica Panazzolo às 17h16
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Horário eleitoral gratuito

As eleições se aproximam e a desesperança se faz presente. Tentamos puxar na memória danças da pizza, cuecas recheadas, malas voadoras, obras faraônicas, cartões coorporativos, sogras viajantes, mas muita gente deixa episódios na gaveta na hora de votar.

Ora, melhor aquele que faz algo, já que roubar, todos roubam. Os políticos são o retrato de seu povo. Se eles são corruptos, é porque somos também, mesmo que em esferas diferentes. Aquele vizinho que ocupa duas vagas ao invés de uma na garagem, o bacana que pára o carro na vaga de deficientes, o esperto que não devolve o troco errado, a sabichona que leva o sobrinho no banco para usar a fila preferencial e assim vai. Todas pequenas corrupções morais que mostram como o caráter é flexível.

Ao mesmo tempo, se não somos esse povo ladrão, por que escolhemos quem não nos representa? Por que a imagem e o partido falam mais do que propostas e históricos administrativos na nossa mente? Eu continuo sendo uma inocente criatura, achando que as pessoas tendem a criar consciência com o calejar da experiência democrática. E para ilustrar nossos hábitos eleitorais, veio a calhar a charge abaixo. Albert Mott para vocês.


Para provar que não somos só nós que erramos ao votar



Escrito por Jéssica Panazzolo às 17h34
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Vai, Carlos, ser gauche na vida

Quando elas tinham 12 anos, o mundo tinha a dimensão dada por paredes. A grande preocupação era que nome de país escolheriam para dar ao time de handball da sala, time esse que, aliás, sempre perdia. A diversão se resumia em comer pizza de sexta-feira no colégio e o grande desafio era poder ficar até a meia noite nos bailinhos da escola.

Eram a rebeldia de boutique, a leviandade dos jovens e a inconseqüência dos imaturos que banhavam aqueles dias. Ora, quem não foi adolescente não poderá entender. Um dia, cansadas do marasmo e da rotina de suas vidinhas classe média, elas resolveram ser rebeldes de verdade. “Vamos fumar?!”, uma delas sugeriu. “Vamos!”.

Mas como comprar aquele veneno lícito? Uma já tinha ido à padaria comprar cigarros para o avô. “Vem comigo, deixa que eu falo com o balconista.” Conseguiram sair do estabelecimento com um maço de Hollywood, achando que cigarro era tudo igual e o que importava era que duas criaturas cheirando a leite não tinham despertado suspeitas.

Eis o problema, onde duas crianças poderiam fumar? “No banheiro da minha casa!”. Claro, grande idéia! Se trancariam em um quadradinho azulejado, sem tecidos para reter o odor, fumariam, se desodorizariam com o vapor do banho e sairiam incólumes.

Assim fizeram. Lá se trancaram enquanto os pais de uma delas estavam trabalhando. Na primeira puxada de fumaça, veio a tosse. Tossiram juntas. Fingiram que sabiam tragar. Seguravam a fumaça na boca e soltavam, fazendo pose. Um cigarro atrás do outro, até dar fim ao maço. Tudo igualmente dividido, 10 para cada uma, em cerca de duas horas de ousadia.

Mas um detalhe lhes escapou. O cheiro do crime era pior do que imaginavam. A dona da casa tomou um bom banho e se livrou da catinga. Aquela que tinha que voltar para casa, teve que se utilizar de outro plano. Como não podia se livrar do uniforme da escola, pediu um perfume emprestado. Já que tinha deixado a jaqueta na sala para fumar no banheiro, vestiu-a sobre a camiseta e banhou-se com a fragrância francesa.

Quando seu pai chegou para buscá-la de carro, abriu bem os vidros, mal o cumprimentou. Ele estranhou aquele fedor importado, mas não passou disso. Achou que tinham brincado com as coisas da mãe da coleguinha. Foram para casa e ela se purificou.

O procedimento se repetiu algumas vezes, com aprimoramentos de técnicas para despistar pais inocentes, até que a brincadeira chegou ao fim quando deixou de ter graça e de ser uma transgressão.

12 anos depois, uma delas ainda fuma, mas decidiu isso quando já era uma adulta e não optou pelo sabor do Hollywood, vocês podem apostar. A outra deixou a brincadeira no passado e só usa perfume francês quando está de banho tomado.

Elas que descobriram tantas coisas juntas, como o primeiro beijo e o primeiro cigarro, hoje, descobrem a maioria das coisas separadas. Mas ainda contam em segredo as descobertas dessa vida pouco rebelde e mais ajuizada.

Uma delas vai ficar um mês fora do país para estudar, mas vai voltar... Elas já ficaram mais tempo distantes, mas isso não é coisa para virar hábito. Elas gostam mesmo é de dividir, mesmo que seja menos do que gostariam.

E nessa roda que a vida é, não importa quem é uma e quem é outra, muitas vezes elas deixam de ser elas mesmas para viver um pouco da vida da outra, já que o sonho de um amigo é o nosso sonho. Boa sorte!



Escrito por Jéssica Panazzolo às 18h09
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Pílula

Gente, calma, ainda estou aqui.

Nesse tempo sem postar, considerem minhas férias, o tempo antes delas que me fez trabalhar como louca e o retorno, que me fez colocar as pendências em dia. Agora, tudo voltará ao normal.

Para me redimir, prometo fotos lindas desses dias passeando e histórias boas, fechado?



Escrito por Jéssica Panazzolo às 11h51
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É triste viver de humor

Mais um site de humor e charge altamente recomendável. É triste viver de humor tem um nome instigante e, com freqüência, sacadas ótimas. Abaixo algo que intimamente me diz respeito e aos escritores de final de semana que me visitam.

 



Escrito por Jéssica Panazzolo às 18h46
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Fila de classe média

Feriado, céu nublado e fome. O que fazer? "Vamos dar um pulo no shopping para almoçar rapidinho", pensamos. Como boa loira sugeri aproveitarmos a vontade e irmos ao Bourbon.

Eram 14:36 quando entramos. A fila de carros era grande e não havia sinalização na rua, mas como não sabíamos que o motivo do trânsito era o shopping, seguimos até ingressarmos na longa subida até o estacionamento. Longa quer dizer longa. Quase na lua, achamos uma vaga. Ok, não faltavam vagas, mas tivemos que chegar até a exosfera.

Entramos na parte das lojas e ficamos abismados. "Por que tanta gente feia junta?". E lá estávamos nós no meio do povo. Sendo assim, vamos direto ao objetivo, comer. Como se fosse possível arrumar um lugar para sentar ou um restaurante sem fila... Bom, engolimos seco, resolvemos dar uma volta, visitar todos os andares e tentar mais tarde.

Mais tarde.... 15:30 horas e nada de a praça de devoração ficar vazia. Saia gente pelo ladrão, cada mesa era disputada por 5 pobres coitados, em pé, com olhos fixos em quem comia seu fast food borrachento.

Como não havia condições humanas, resolvemos sair do shopping e comer em outro lugar mais rápidos. De estômago no pé, tentamos pegar o carro. Mal saimos da vaga, nos deparamos com um fila quilométrica de carros tentando evacuar o templo de consumo recém-inaugurado.

Da vaga até o sopé do shopping demoramos 41 minutos. QUARENTA E UM minutos! Só há uma saída para pisos e mais pisos de estacionamento. Inteligente, não? Revoltados, com fome, tontos de tanto rodar, saímos daquele inferno e corremos para a primeira lanchonete de rede que encontramos.

O saldo? Um shopping mal projetado, com lojas boas e, até o momento, com público pavoroso. Pode ser que eu volte lá um dia, mas garanto que não será próximo a datas comemorativas. Imaginem passar a ceia de Natal numa fila, em um carro? Obrigada, prefiro acreditar em Papai Noel.



Escrito por Jéssica Panazzolo às 19h08
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Personalidade frutífera

Já ouvi muita coisa sobre entrevistas de emprego.Eu mesma não passei por muitas, mas os relatos são vastos de perguntas absurdas que podem ser feitas, perguntas que parecem absurdas mas revelam mais de você e do que você pensa e comportamentos absurdos de entrevistados.

Precessos seletivos são interessantes. Certa vez, deu-se o o diálogo abaixo quando eu entrevistava um candidato a estagiário:

- Você costuma ler?

- Ah, sim. Mas não muito jornal nem muita revista...

- Livros?

- Vixi, livros eu já li até 2!

- Nossa, que bacana, quais foram esses dois?

- Um eu não lembro o nome mas era bom. O outro era "Alguma coisa mexeu no meu queijo"

- Ah, interessante. Bom, a entrevista acabou por aqui, caso nos interessemos entraremos em contato. Beeeijo.

Claro que o currículo do rapaz foi rasgado em várias partes. Já tivemos candidatos desinteressados, que se mostravam como se estivessem fazendo um favor para nós.

Não sei se eu estou errada quando me apresento para uma entrevista, mas eu quero, pelo menos, me mostrar interessada pela vaga. Mas tem gente que não pensa assim. Senta-se placidamente e vai direto ao ponto:

- Quanto paga?

- Então, nos diga como você ficou sabendo da vaga...

- Quero saber quanto ganha e se é CLT, porque eu não vou sair da minha casa por pouco.

Tem os atrasados desencanados. A gente sabe que muitas vezes o trânsito pode pregar peças mesmo com você tendo saído duas horas antes de casa. Atrasos, apesar de horríveis, podem acontecer, são perdoáveis. Mas tem gente que chega uma hora e meia depois do horário marcado e, deslavadamente, não tem a dignidade de pedir desculpas e dar qualquer explicação esfarrapada que seja. Um vez ouvimos:

- Então, você está atrasados mais de uma hora..

- É, estou. Eu sempre durmo depois da faculdade que faço de manhã e acabei perdendo a hora...

- Ah...

Mas hoje uma amiga veio me contar a pergunta mais estranha que fizeram a ela em um precesso seletivo:

- Se você fosse uma fruta, qual você seria?

Ela escolheu a uva, a fruta predileta dela e deu mais algumas explicações aleatórias. Mas pensem em quantas respostas poderíamos dar a essa pergunta imbecil. Vai me dizer que fruta tem personalidade, que você escolher uma pêra é melhor que uma laranja porque a pêra é mais pró-ativa? Eu, até agora, não sei o que responderia. Só consegui pensar em "Banana, porque ouvi uma pergunta cretina como essa e não fui embora". E vocês, o que responderiam?



Escrito por Jéssica Panazzolo às 13h02
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O bom humor

Eu gosto do humor sarcástico, inteligente, que venda sagacidade. Não me venham com estilo pastelão, torta na fuça e escorregão que minha cara fecha e o sorriso seca.

Aliás, outro tipo de piada idiota é a agressiva, que humilha ou inferioriza alguém, recurso que alguns programas de televisão têm usado em demasia. Porém, recentemente, achei um site de charges inteligentes e engraçadas. Apesar de ser em espanhol, não é preciso ser um Cervantes para entender. Vale a pena. Confiram a amostra abaixo e visitem o Dosis Diarias, do Alberto Montt.



Escrito por Jéssica Panazzolo às 18h54
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Gafes que você não queria cometer

Antes da gafe, vocês sacaram como vai ser o ritmo, não é?! Desculpem, prometo me empenhar. Agora, vamos ao que interessa.

Preâmbulo: Carol nunca foi um exemplo de inteligência. Desde o jardim de infância ela chamava atenção pela falta de atenção e a pouca perspicácia. Ela era o tipo de criança que errava colocar o rabinho no leão e as orelhas no coelho. A mãe de Carol foi várias vezes à escola ouvir das professoras que seria recomendável levar aquele tesouro ao terapeuta. Mas a mãe de Carol achava tolice...

Tática: Carol foi driblando as regras escolares e aprendeu rápido a garantir nota sem ter que esquentar os miolos: grudou nos nerds.

Contra-ataque: Os nerds logo se ligaram, já que quem era desprovida de inteligência era a Carol e não eles. Sendo assim, logo queimaram as tentativas dela.

Reformulação: Então, Carol resolveu não escolher mais grupos e sempre sobrar na sala. A professora era obrigada a colocá-la em qualquer um, que mesmo que não fosse bom, seria melhor do que ela fazer sozinha. Assim ela pulava de grupo em grupo, tirava nota e nunca fazia nada.

Evolução: Desse jeito, levando com a barriga, Carol chegou à faculdade. Não era um modelo de faculdade, era uma daquelas que você passa deixando o RG cair na calçada, sabe? Mas mesmo sendo mais "light", havia uma série de trabalhos a serem feitos 

Inimigos: E com todos os colegas trabalhado, a coisa ficava mais difícil apra que Carol se encostasse sem que as pessoas deixassem de notar. Sempre arrumavam algo para ela fazer.

Tática 2: Carol, então, resolveu começar a faltar nas reuniões de grupo e se livrar das tarefas.

O Trabalho: Porém, uma vez, Carol caiu em grupo que, irritado com uma correção do professor e cansado da falta de atividade da moça, resolveu dar a ela a incumbência de resolver o problema que o mestre havia apontado. Ele havia dito que a introdução estava pequena demais, duas páginas não bastavam. O grupo deveria transformar em três, o padrão da Faculdade.

Missão: Essa era a missão da nossa anta graduada. Simplesmente enrolar um pouco no texto e aumentar em uma página a introdução.

Solução: A solução foi rápida e muito bem elaborada por Carol. Ela pegou o arquivo do trabalho, selecionou todo o texto e levou o cursor so mouse até o tamanho da fonte. De 12 ela pulou para 16. Pronto. Nunca um trabalho ganhou volume em tão pouco tempo. Ela imprimiu, feliz e pimpona sua arte informática e mandou para o professor.

Conseqüência: A única burra dessa história é a Carol. O professor, claro, não caiu no "conto da fonte maior". Deu zero para o grupo. Esse por sua vez se revoltou. Quando pegou o trabalho nas mãos sacou o que a nossa heroína havia feito e comunicaram ao poderoso, que, descrente com tamanha idiotice, a eliminou do grupo.

Repensando: Carol , claro, ficou com zero, já que, obviamente, não conseguiu entregar um trabalho sozinha. E como pensar não é o forte dela, está até hoje tentando arrumar um jeito de não ter que pensar.



Escrito por Jéssica Panazzolo às 19h10
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Põe água no feijão que eu estou chegando

Esse é um post sobre a saudade. Há quase um ano sem escrever, eu senti falta de pensar, do tempo que eu dedicava, dos comentários, da troca de informações. Por vezes eu li e vi coisas que poderiam estar no blog, mas, hoje, já me esqueci delas. Por vezes, eu pensei em como era bom não ter esse compromisso.

Aí, que esses dias, uma das sementes da minha saudade, ressurgiu com um blog. Sarinha Maia, diretamente de sua morada americana, me faz lembrar de como é bom e revigorante escrever e como ela me faz falta. Ela, a Laís, a Geisa, a Renata e convívio contínuo e boêmio que tínhamos há pouco tempo atrás. Cada uma no seu caminho, algumas longe, outras mais perto.

E a única saudade que eu posso matar agora, é a de escrever, é a de ter algo a dizer e saber que estou sendo lida, discutida e retrucada.

Por isso, estendam o tapete vermelho, tragam as rosas e soem os tambores. O Mordida está de volta. Não sei se com a freqüência e com os mesmos temas de antes, mas aí estamos, babies.

E parem de rancor, de mágoa e sofrimento. Nem pensem em me abandonar. O Mordida merece receber congratulações e para celebrar, logo mais, “Gafes que você não queria cometer”.



Escrito por Jéssica Panazzolo às 16h34
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