Mordida na Maçã


Simulacros e simulações

Em geral, nos acostumamos com o falso, com a representação. Por exemplo, você sabe o que tem dentro da salsicha? E o frango que você come, você sabe o gosto que ele teria sem os hormônios?

A realidade vem sendo alterada a cada dia. Em uma época que estamos sempre certos sobre tudo, vivemos num mundo de simulações. Seja o caldo Knor ou celular. Um simulando a picanha o outro a relação humana.

No meio de tantas miragens, algo que me incomoda demais é a imitação do sucesso, como fazem as bandas cover. Por que raios um músico escolheria viver da música feita pelos outros?

Para mim só há uma resposta: comodismo. É mais fácil tocar o sucesso dos outros e obter fama do que compor sucessos e fazê-los vingar.

Tem bandas que, além de viverem do cover, ainda não têm estilo. O cara toca Jeito Moleque, Jota Quest, Cazuza e Guns'n'Roses no mesmo show. Sorry, mas isso é muita falta de personalidade.

Mais: é uma vontade de atingir fama e reconhecimento pelo caminho mais fácil, atirando para todos os lados, sem consegui definir, sequer, o público alvo.

É irritante estar em uma casa de shows ou em um bar e não ouvir algo que tenha coerência, estilo e sagacidade, mesmo que seja um cover.

Quer fazer cover, estão faça só de metal, só de pagode ou só de sertanejo. Mas se posicione. Essa atitude medíocre de querer agradar a todos me dá a certeza que essas pessoas vão ter 60 anos e ainda estarão num boteco qualquer com seu set list furado.

Fazer cover é diferente de ser cover. Não concordo com nenhum dos dois, pois se fôssemos viver de imitações nada novo seria criado, mas pelo menos o segundo assume algo e o toma para si.

Abaixo as bandas de covers. Abaixo esses aproveitadores do sucesso alheio. Abaixo essa falta de criatividade e esse oportunismo. Quer ser músico? Então crie algo próprio e vá batalhar. Meu respeito àqueles que têm músicas próprias.



Escrito por Jessie às 11h29
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Gafes que você não queria cometer - versão internacional (pheena, hein)

cena: New York em pleno verão

situação: empresário de sucesso aproveita os poucos momentos de descanso que tem em sua viagem de negócios para ir a um famoso museu de cera

visitante: passa pelas cópias de Pelé, Ayrton Senna, Ozzy Osbourn, até que avista em um corredor uma mulher tirando fotos (meio abaixada, como quem mira em algo)

curiosidade: Oras, para tirarem fotos deve ser bom! Lá vai ele...

estátuas: eram as estátuas dos New Kids on the Block, péssima boy band dos anos 80

espera: já que estava ali, resolveu esperar a mulher acabar de tirar fotos, pois queria ver os garotinhos mais de perto

espera 2: uma fila começou a se formar atrás dele, que estava atrás da tal mulher

kkkkk: eis que risos interrompem o silêncio. Só ele não ria. A fila toda ria.

- Hey, Mr, esta mulher na sua frente é feita de cera...

A espera acabou.



Escrito por Jessie às 19h43
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O ballet macabro dos palitos

Queria muito que o inventor do palito de dentes estivesse vivo... Só assim eu poderia matá-lo!

Não há nada mais nojento que um palito de dentes e que as pessoas que se utilizam dele. Em pleno restaurante, o colega saca o paliteiro e brinca com os restos de carne mastigada presos nos dentes... Tudo bem na sua frente.

Fracamente, não sou obrigada a ver esse show de horrores. Tem até uns que se fazem de educados. Fazem cabinha, colocam a mão sobre o palito. Como se adiantasse! Como se desse para esconder aquele ballet macabro!

Será que não dá para carregar fio dental na bolsa? Ou ainda pegar o palito e ir até o toillet? Não! O camarada tem que "limpar os dentes" em praça pública, o que ele quer é platéia!

Mas não pensem que isso é coisa de pobre. Uma vez saiu uma matéria dizendo que vários restaurantes chiques de São Paulo já tentaram abolir os palitos. Contudo, não conseguiram. Mesmo os clientes mais abastados, ao final das refeições, pediam por esses tristes mini tocos de madeira!

Ou seja, educação, classe e finesse não têm preço.



Escrito por Jessie às 11h54
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Elogio

Palocci, ao contrário do resto do governo, fez o que deveria ter feito.

Deu uma entrevista coletiva em pleno domingo, sem tempo restrito para perguntas e resposta e respondeu sobre tudo a que foi perguntado.

Mas o mais correto é que, ao contrário do nosso mandatário supremo, afirmou que as denúncias não procediam, que nunca havia ocorrido algo do gênero em seu governo como prefeito. Ao invés de se esquivar dizendo que não sabia, disse que não aconteceu.

Valeu. Deu confiança para o mercadoe  mostrou que ele não tem nada a esconder.



Escrito por Jessie às 11h33
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A maldição das costureiras - versão formatura

Como já deu para perceber em um post anterior, costureiras me odeiam.

Mas, como ainda não sabia da maldição que favia se abalado sobre mim, resolvi mandar fazer meu vestido para formatura da 8ª série.

Era um modelo que havia visto em uma loja chique no shopping e que tentei reproduzir para a costureira escolhida, que havia sido super recomendada por uma amiga.

Ok, ok... compramos o pano, um belo tecido em uma cor terrível que foi escolhida pelas topeiras da minha classe, os canutilhos, os forros, enfim, tudo. A tal costureira prometia em meio aos seus malditos gatos: "Vai ficar lindo, minha filha!"

Dois dias antes da formatura começa o martírio...

Já havia me conformado em usar uma cor tão horrenda (veja bem, branca como sou com um vestido champagne é sacanagem, né?!), esperava que pelo menos o vestido ficasse como o imaginado. Eis que meu mundo caiu...

Quando fui fazer a última prova do vestido, chorava tanto, mas tanto, que minha mãe achou que ia ter um infarto. O vestido era um pedaço de pano mal cortado, com uma alça torta feita de canutilhos, com um decote com três pontas ouriçadas de forma irregular, sem cintura e com um caimento desprezível. Resumindo: uma lástima.

Fomos para casa, onde, para tentar me acalmar e me impedir de matar a costureira como eu já havia ameaçado, minha mãe resolveu experimentar o trapo junto da sandália, com a esperança que a aparência ficasse melhor.

Se eu achava que as coisas estavam ruins, percebi que tudo sempre pode piorar. As alças estavam mal pregadas e, quando fui vestir a tranqueira, bimba, elas estouraram. Era canutilho por todo carpete...

Resultado. Ficamos as duas colhendo pontinhos minúsculos cintilantes pelo carpete para remontar a alça que acabou ficando menos tortas nas mãos da minha mãe.

O vestido não tinha mais jeito. Ia ser aquele mesmo, eu gostando ou não. Logo, só me restava a esperança de fazer um belo penteado para tentar salvar o conjunto.

Ledo engano. O destino ainda me reservava mais sofrimento.

No dia da formatura, fui ao cabeleiro marcado. Cheguei com uns 20 minutos de antecedência, por isso, não estranhei o fato dele não estar lá. Uma hora e meia e muitas desculpas depois, resolvi ir embora, pois o cara nunca ia aparecer. Lá fomos nós, a dupla dinâmica de mãe e filha, chorar para um outro cabeleiro fazer algo na minha cabeça de bagre, que naquela altura já estava latejando.

Depois de muita insistência, ele aceitou fazer algo, mas disse que seria algo bem simples pois já estávamos em cima do horário da festa e ele não tinha tempo para grandes eventos.

Sai de lá com um cachos meio mal feitos, metade soltos, metade presos no alto da cabeça. Parecia um micorfone da Xuxa ambulante. Mas, no andar da carruagem, não tinha nem mais força para reclamar.

Como quem vai para forca, tomei banho, me vesti e, sem deixar que tirassem fotos, fui para formatura. Sentia como se fosse uma aberração, tipo Betty a Feia, sabe?!

Chegando lá, uma das minhas primeiras visões foi minha melhor amiga. Ela estava linda, radiante, como em um filme, como se fosse a Julia Roberts. Minha vontade era roubar o vestido horroroso, lilás, das recepcionistas, mas que era melhor que o meu, e me enfiar atrás de um vaso enorme de flores que estava na entrada.

Porém, como nem tudo é desgraça nessa vida e, como diz o ditado, tem sempre alguém mais ferrado que você, quando me virei vi outras formandas. Um riso de alívio se estampou no meu rosto. Não era só eu que estava ridícula. Eram várias! Entre as mal vestidas estavam duas amigas.

Uma parecia ajudante de mágico com suas luvas de cetim até o cotovelo e um vestido colado no corpo todo "prissado". A outra era uma versão da "simples camponesa que vai ao bosque todo dia pegar lenha". Ela usava um vestido ombro a ombro, feito de um pano fuleiro e cabelos com uma presilhinha na lateral.

Entre ajudantes de mágico e pobres camponesas, ainda haviam as "bolo de noiva", as "faltou pano no decote" e as "peguei o vestido da formatura de 1958 da minha tia". Era uma catástrofe. Então, como me senti acolhida pelo ambiente, relaxei e aproveitei a minha turma de 8ª série pela última vez, vestindo meu trapo champagne que se confundia com minha pele e com meu cabelo microfone da Xuxa.

Ah! E aprendi. Vestido só se for pronto, tá meu bem!



Escrito por Jessie às 12h10
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Ser mulher é um saco

Ser mulher é muito chato, mas a culpa é dos homens.

Eles acham que todas são peças de carne, que estão à venda em uma prateleira e a moeda de compra é uma cantada barata.

Situação: mulher atravessando a rua

Cena: óbvio que o farol está vermelho para os carros, mas quando a mulher passa os motoboys ou motorista adoram roncar os motores e depois dar um assovio e uma cantadinha fuleira.

Ou mesmo na rua, o indíviduo tem que tentar caminhar bem na sua direção e, ao passar do seu lado, dizer uma boboseira qualquer.

E buzinar então? Será que alguém acha que uma mulher vai parar?

Eles mexem com mãe, filha e avó indiscriminadamente. É muita falta de respeito! Tenho ódio disso! Mas quando a mulher resolve responder, ela é grossa, mal amada...

Adoram usar a desculpa da sociedade machista que permite que homens beijem 10 mulheres na mesma noite e exigem que mulheres casem  virgens. Não só a é sociedade que é machista, mas os homens são machistas!

PS: Isso não é uma generalização... mas uma constatação do comportamento da maioria.



Escrito por Jessie às 10h48
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Delírio?

Depois da feijoada de dias dos pais que fui obrigada a comer (odeio feijoada), estava passando mal em meu digníssimo sofá.

Eis que meu delírio gastrico foi interrompido pela voz do Collor na tv. Era mais uma daquelas reportagens do Fantástico.

Lá estava do um dos 40 ladrões do Alibabá dizendo que pensou em se matar quando saiu pela porta dos fundos da presidência desta republiqueta.

Ele disse ter desistido da idéia ao se lembrar de algumas palavras de Brizola.

Só esqueceu de lembrar que o Brizola sempre foi maluco... Ele se aconselhou nas palavras de um louco.

Resumindo: Ele se apoiou nas palavras do gaúcho destemperado para ficar vivo e atormentar nossas eleições com a possiblidade de seu volta. Ok, Collor disse que não pretende ser mais candidato após ter se decepcionado com a derrota ao governo estadul de Alagoas. Mas, o que político diz se escreve? O que o Collor diz se escreve?

Mesmo que não se candidate... dizem por aí que o filho do homem tem aspirações políticas... Deus nos guarde. Se mais algum Collor for eleito nem que seja para o governo de Quixeramobim, eu tiro meus centavos do banco e coloco embaixo do meu colchão blindado.

Ah, e se o Brizola ainda estivesse vivo, eu matava!



Escrito por Jessie às 11h01
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Pendurar a minha mão na sua orelha

Existem "n" motivos para não gostarmos de advogados. Poderíamos elencar uns 10, no mínimo.

Masssss, agindo com toda imparcialidade e limando os preconceitos, um bom motivo para achá-los patéticos, sem generalizações, é o tal Dia da Pendura.

Todo dia 11 de agosto, eles se dão ao direito de não pagarem as contas nos restaurantes. Esse ano, resolveram fazer isso a semana toda, segundo uma matéria da Folha.

Agora, cá entre nós, quem lhes deu o direito de fazer isso? Uma brincadeira tola que dura anos não é justificativa. O que os donos de restaurante tem a ver com isso?

Se eu sou dona de restaurante chamo a polícia. Ah, não é crime? Então os outros clientes vão pagar a sua pendura... Ou ele paga a conta ou sai de lá linchado (hehehe). Sorry, mas não tenho bom humor suficiente para tonterias como essa.

Já tive que ouvir de uma advogada a seguinte frase: Você não vai querer ser arrogante e ir contra uma tradição de mais de 100 anos, vai?

Resposta: Tradição estúpida! Sem justificativa.

Se fosse assim os homens ainda usariam tacape e mulheres não trabalhariam e não votariam. Odeio essas desculpinhas de tradição blá blá blá.

Quando tiver que contratar um advogado perguntarei se ele participou do Dia da Pendura alguma vez na vida. Se a resposta for afirmativa, estará eliminado. Para mim, não passa de um brincadeira idiota que denota falta de correção e oportunismo.



Escrito por Jessie às 11h17
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Desgraça de 15 anos - em capítulos

Introdução

Festa de 15 anos da amiga. Momento sublime das relações sociais juvenis. Ser escolhida para ser uma das 15 damas é um dos estágios do ápice social. E eu passei por isso.

A escolha

Além de escolher o próprio vestido, a aniversariante escolhe a roupa das 15 damas. É de bom tom consultá-las para ver se alguém tem alguma objeção, afinal, são elas que vão usar, especialmente quando são elas quem vão pagar o aluguel. No meu caso, a consulta não aconteceu.

Só descobriríamos o modelo quando fóssemos até a costureira para tirar as medidas. Sabe o que é longe? A costureira ficava bem depois disso, mas bem depois mesmo... Como éramos, a maioria pelo menos, todos amigos, resolvemos ir todos juntos. Claro, todos sem idade ainda para dirigir, fomos de ônibus.

Eram uns 20 adolescentes dentro de um ônibus lotado. Naquele dia, tenho certeza, muita gente nos odiou.

A Costureira

Enfim, depois de um ônibus lotado e de muito tempo no aperto chegamos no "mocó". Sim, um mocó! Era uma portinha que ao abrir descobríamos o delicioso cheiro das roupas guardadas e da madeira úmida. A sala era toda revestida de uma madeira meio velha, meio úmida, com um carpete no chão azul, bem batido, com algumas marcas de cigarro.

O vestido

Quando fomos apresentadas ao vestido, nossa boca caiu. Não, não era lindo. Pelo contrário. Era uma saia meio godê longa de tafetá azul marinho. Separadamente vinha um corpete branco com decote coração e na parte de baixo o corpete não terminava reto, mas sim com uma maravilhosa ponta mágica que teimava em não ficar para baixo.

O cabelo

Depois de tirar as medidas do vestido e do choque do modelo, confabulávamos sobre os cabelos das damas. Na época, era o auge dos cabelos lisos e nenhuma de nós queria penteados, queríamos cabelos livres, leves e soltos. Porém, a dona da festa não quis deixar. "Quero as 15 de cabelo preso", dizia ela.

Um dia antes

Estresses superados, chegamos à véspera da festa. Minha mãe, como boa mãe, foi buscar meu vestido e de uma querida amiga na costureira devido a distância imensa do local. Assim que meu modelito apontou na porta eu quis vesti-lo. Primeiro, coloquei a saia. Que caiu assim que eu fechei o zíper. Não podia acreditar... A costureira tinha feito a cintura uns 30 centímetros a mais para mim ou tinha me dado a saia de um elefante.

Minha mãe me acalmou. "Se for só a saia é só fazer uma prega, como é godê e tem o corpete, nem vai dar p perceber direito", dizia mamãe usando eufemismos. Mas não era só a saia. O corpete também tinha problemas. Ele não fechava. Parece que a costureira tinha usado o meus 60 centímetros de cintura no corpete e, obviamente, ele não fechava de jeito nenhum.

Comigo aos prantos, minha mãe ligou para a costureira que disse com toda boa vontade do mundo:

- Ixi, não sei se vai dar... Mas traz aqui... quem sabe, né?!

Aí sim que eu chorava mais. Mas meu choro se transformou em  ódio.

A vingança

Depois de todo aquele sufoco, peguei o telefone e disquei para a casa da aniversariante.

- Alô! atendeu ela toda serelepe

- Fulana? Aqui é a Jéssica! Aconteceu isso isso e isso com o meu "belíssimo" vestido. Sabe a sua festa de 15 anos? Terá só 14 damas, porque eu não vou! Nem que Jesus desça à terra vestido de Carmem Miranda! Ninguém mandou escolher aquela porcaria para fazer nossos vestidos!

do outro lado da linha só choro e soluços...

Desliguei.

A solução

Minha super mãe, com toda sua delicadeza, obrigou a costureira a refazer tudo e voltou para casa com o vestido "arrumado" no final da noite.

O dia da festa

Liguei de novo para a aniversariante.

-Alô, Fulana? Sua sorte é que minha mãe é fod*. Vou dançar porque o vestido foi "consertado"... Pode ficar mais calma... suas 15 meninas estarão lá.

Depois da ligação, fui para a cabeleira que eu também tive que pagar. Para evitar maiores desgostos, minha mãe me convenceu (foi uma das poucas vezes) a prender o cabelo. Realmente, cabelo preso ficou melhor... tenho que confessar.

A festa

Cabelo, maquiagem e vestido prontos era hora de ir para festa e levar um presente para a aniversariante.

Conclusão

Nunca quis fazer festa de 15 anos porque achava brega. No final, gastei os tubos numa festa que não era minha, andei em ônibus lotado, usei vestido remendado, sapato branco (!!!!!) que até hoje está encostado no meu armário, dancei com um menino feio (ok, mas ele era bacana), num salão minúsculo que tinha o gesso da parede amarelo, vendo o padrinho da aniversariante de roupa branca e sentei em cadeiras de plástico.

Para melhorar, ainda pisei na barra do vestido, uma vez que o tamanho não era compatível com a minha altura e rasguei a linda saia. Depois de tanta confusão, a costureira das estrelas não teve coragem de pedir ressarcimento para minha mãe.

Enfim, tudo isso por causa de uma amiga...



Escrito por Jessie às 10h46
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Vício eleitoral

Duram 4 anos os mandatos dos presidentes tupiniquins, certo?

Mas nem todo esse tempo é de exercício efetivo. Vejamos:

1º ano - Adaptação: o novo governante fica a par das contas e ações de forma real do governo anterior e passa a encarar a gestão governamental

2º ano - Eleições municipais: o presidente não pode tomar atitudes impopulares uma vez que a vitória em cidades importantes está em jogo. Qual presidente arriscaria perder São Paulo ou Porto Alegre para o seu partido? Não funciona sempre, mas faz parte do jogo.

3º ano - Mudanças: esse é o momento ideal para as mudanças e realizações mais profundas.

4º ano - Reeleição: Desde de 1º de janeiro o então presidente planeja seus passos meticulosamente, afinal, ele quer se reeleger. Um erro é fatal. No segundo semestre, as coisas se intensificam e, praticamente, governo federal entra em camapanha.

Em que momento estamos? Justamente na metade do terceiro ano do governo Lula. Quais mudanças profundas ocorreram? Nenhuma.

Enquanto o país se enrola e afunda em denúncias de corrupção, o presidente declarou "Se eu for [candidato], com ódio ou não, eles vão ter que me engolir, porque o povo vai querer". Será?

Será que o presidente é tão ingênuo para pensar que tudo não passa de um plano maquiavélico da oposição para derrubá-lo? Fracamente, não acredito nessa hipótese.

Até o momento, o presidente ainda não se sujou, mas todos os dias, pelo jornais do mundo, a imagem do Brasil vai ficando cada vez mais manchada em manchetes sobre a nossa crise. Até quando a figura imaculada de Lula permanecerá intocada?

PS: não venham com esse papo de economia estável. Esse é um caminho que não é nem um pouco novidade.



Escrito por Jessie às 11h51
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Clarice - a Cabra

Clarice era uma cabra feliz. Nasceu em alguma parte da década de 40 e logo foi morar com uma animada família italiana na Moóca.

Naquele tempo, a Moóca era feita de pequenas fazendas, por isso, Clarice tinha muito espaço para correr e pastar.

Mas o que Clarice mais gostava era de seu dono, o menino Gillo (leia Dgilô). Ele a alimentava todos os dias e fazia carinho sempre que voltava da escola. Clarice era o xodó da casa.

Contam os antigos que uma vez Clarice se apaixonou por um bode aprumado. Com a união, Clarice acabou ficando grávida. Tudo corria bem até um dia em que a cabra sumiu...  Apareceu horas depois berrando loucamente e sem parar.

A mãe do menino, D. Clara, percebeu que a barriga de Clarice havia murchado: Corre, Wilma, disse para filha mais velha, ela deve ter dado a luz e quer nos levar até lá!!

Dito e feito. Clarice, cabra inteligente que era, levou as duas a um pasto fora da pequena propriedade da tal família italiana. Ia berrando pelo caminho todo até que seus gritos passaram a obter resposta. Eram seus cabritinhos chamando pela mamãe.

Mas o que D. Clara não esperava é que um português mal intensionado já estava no local querendo roubar os cabritos de Clarice. Pronto, uma confusão se armou.

Português: Ora, pá, se esta cabra maldita veio até a minha terrinha para parir, os filhotes são meus!

D. Clara: Mas você não está vendo o estado da cabra! Os filhotes são dela, nem seus nem meus!

Clarice: Béééééééé! Béééééé! Bééééééé!!! BÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ!!!

O português de um lado e mãe e filha do outro. A gritaria foi tanta (dos três ou da Clarice?) que "seu" Antonio, marido de D. Clara chegou depressa, pronto para dar um safanão no português.

Mas, ele foi interrompido por um argentino! O vizinho argentino veio correndo disposto a resolver a pendenga!

Argentino: Larga esses cabritos seu português de uma figa! Se não largar esse pé de cabra na sua cabeça!

Ironicamente, foi um pé de cabra que salvou os filhos de Clarice. Assim que chegaram em casa, Clarice alimentou os filhotes, mas não deixou que sugassem tudo. Uma parte ela guardou para ordenha, afinal, ela considerava o menino Gillo como seu filho.

Esse não são o Gillo e a Clarice, mas poderiam ser



Escrito por Jessie às 10h35
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Gafes que você não queria cometer

cena: depois de um péssimo dia, G decide que dormir é a melhor opção

situação: deita na cama... rola para um lado... para o outro... mesmo cansada do triste dia seu corpo está agitado demais para se entregar

solução: levanta-se e pega um Dramim

G: Agora sim vou ficar com sono... Mas, e se um só não fizer efeito? Vou tomar dois só por precaução!

meia hora depois...

passar o tempo: cansada de esperar o sono na cama, ela se levanta e vai para o computador... quem sabe lendo algo o sono chega

uma hora depois...

mais uma chance: o sono não havia chegado. Oras, o que fazer? "Tomar mais dois Dramins", pensou ela.

mais meia hora e nada do sono vir...

annoyed: já fora do seu juízo perfeito e ainda na busca da bela noite de sono ela toma TODA a cartela de Dramim

15 minutos depois...

chapada: G está deitada na cama, mas ainda não dormiu. Olha para frente e vê que tem uma pessoa também deitada no seu quarto, bem na sua frente, babando "rios" no travesseiro.

G: Olha, que muito lôca essa menina!!! hahahahahahahahahaha

detalhe: o que ela não tinha sacado é que estava se vendo no espelho...

dia seguinte: depois da almejada noite de sono ela levanta e vai para cozinha tomar seu café habitual sentindo zonzeira e torpor

mãe: G?

G: Oi, mãe... Que foi que você tá me olhando?

mãe: Nada... mas onde você vai com o uniforme antigo do seu colegial???

G: Ops... é que me deu saudades... (Ai, meu Deus, o que será mais que eu fiz durante a noite que eu não me lembro? )

O Ministério da Saúde adverte: Dramim não é calmante, é para estômagos embrulhados e só deve ser tomado com prescrição médica.



Escrito por Jessie às 11h05
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