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Gafes que você não queria cometer
cena: namorados alugando filmes no final de semana
ela: Mô, você achou aquele filme?
ele: Tá na mão!
ela: Mas esse não é dublado...
ele: É mesmo... Vou procurar...
situação: Mexe daqui, espia de lá e nada de achar o filme dublado
ela: Mas que porcaria de locadora... Vou falar com o atendente...
atendente: Pois não, senhora
ela: Querrrrido, já procurei em todos os cantos dessa pocilga e nada de achar esse filme dublado...
atendente: Sra... a sra escolhe se é dublado na tela inicial do DVD...
ela: ahhh...
Escrito por Jéssica Panazzolo às 15h21
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Juízo Final
Pedro sempre fora um homem urbano. Mas depois que abandonou o seminário de padres resolveu que iria se transformar em um fazendeiro.
Para tanto, o primeiro passo foi dado: comprou umas terrinhas em Minas.
Era uma bela fazenda. Aconchegante, tinha uma vistosa casa matriz, com paredes brancas e beirais azuis. Estilo colonial, a casa se impunha nos pastos verdejantes e perante as frondosas árvores que davam sombra aos trabalhadores.
Mas algo faltava por ali. Foi então que Pedro comprou Esmeralda, a vaca.
Esmeralda era mais que uma vaca. Suspeito que ela transcenda a lei dos animais. Esmeralda era uma companheira.
A morada da nobre vaquinha foi construída embaixo da janela do quarto de Pedro. Esmeralda guardava-o como um lince, disposta a tudo para que o fazendeiro não fosse importunado em sua noites de sono.
Somente Pedro tocava em Esmeralda sem que ela reclamasse. Na hora da ordenha, ele era o único que não precisava amarrar as patas dela. Plácida, ela permitia ser tocada sem ressalvas. Obviamente, como vaca prodígio que era, ela respondia ao ser chamada pelo nome, e vinha ao encontro dele, mansa como um cão.
Assim foi durante anos. Esmeralda era como a filha que Pedro não tivera. Mas, o tempo passou e as coisas começaram a não dar tão certo quanto o ex-padre queria. As dívidas começaram a surgir e ele começou a se desfazer das terras.
Aos poucos, todas as terras se foram. Pedro só ficou com um quadradinho para deixar Esmeralda.
- Pedro, e essa vaca?
- A Esmeralda? O que tem ela?
- Ela já está velha, a carne é dura, mas pelo menos dá para fazer um churrasco! Vamos matar essa vaca e vender a terra.
- Nem pensar! Esmeralda não é uma vaca! Não é porque ela está velha que eu vou me livrar dela. Você se livraria de um filho?
E lá ficou Esmeralda... Até o dia que o Criador resolveu levá-la para o céu das vacas leiteiras.
Neste solene dia, Pedro chorou, lamentou, mas entendeu que a viagem era algo inevitável. Para demonstrar pela última vez seu amor, fez um túmulo nas terras da falecida, colocou uma cruz e rezou para a alma de sua querida Esmeralda. Pedro tem certeza que ela subiu aos céus e está sentada à direita do Todo Poderoso, de onde há de vir julgar os carnívoros e os vegetarianos.
Escrito por Jéssica Panazzolo às 09h27
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Gafes que você não queria cometer
Aula de yoga. A primeira.
Com frio na barriga, a nova aluna entra na sala e se ambienta ciceroneada por uma amiga.
A aula começa e ela percebe que pode fazer todas as posturas e começa a se empolgar. Yoga realmente é tudo aquilo que haviam dito!
Depois de uma hora e meia de aula, já com o corpo cansado e pedindo descanso, a nova aluna se entrega ao momento do relaxamento. Deixa-se ser tomada pela suave música, pela luz baixa, pelo silêncio... Entra em um estado de sono leve, sente seu corpo se soltar, mãos e pés leves, flutuando. Por fim, adormece.
- E aí, gostou da sua primeira aula?
- Nossa, adorei! Estou realmente relaxada, me sentindo bem!
- É.. deu para perceber...
- Por quê?
- Porque você roncou durante o relaxamento TODO!
- Jura?
- Juro... como um scannia subindo a serra....
Escrito por Jéssica Panazzolo às 10h19
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Você sabe com quem você está falando?
Escolas públicas tem limite de vagas. Não pode haver mais de 42 alunos dentro de uma sala. Ponto.
Mas muita gente pede vagas, mesmo quan do elas já se esgotaram em escolas consideradas "melhores".
As funcionárias, em geral, anotam os pedidos e, caso haja uma desistência, entram em contato com a pessoa.
Pois bem, dia desses apareceu um sr pedindo por vaga em uma escola.
- Sinto muito, já não temos mais. Mas me dê...
- Não, não. Filhinha, você sabe com quem você está falando? Eu sou assessor do deputado Claudio Lemos. Eu QUERO uma vaga!
- Infelizmente, não posso fazer nada... São regras do Estado.
- Não, querida, você não entendeu. Vocês me ajudam nisso e eu ajudo você em outra coisa. Entendeu?
- Querido, aqui ninguém precisa de ajuda. Pode raspar fora!
Definitivamente, o Brasil é o país do "você sabe quem está falando". Um babaca desse acha que pode passar na frente dos outros que esperam na fila por uma vaga só por ser assessor de alguém. Uma vergonha.
Escrito por Jéssica Panazzolo às 12h45
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E os idiotas somos nós
Não bastassem as filas gigantescas, o sol escaldante e as grávidas e idosos que entraram na fila mil vezes para comprar ingressos para o show do U2 aqui em São Paulo, nós, os fãs, ainda temos que dar de cara com os cambistas.
As filas estavam abarrotadas deles. Além dos 10 ingressos que tinha direito de comprar eles pediam para quem estava na fila comprar mais ingressos. Ou seja, eram 10 entradas garantidas, mais 5 com um bobo ali, mais 8 com um idiota acolá e assim vai.
O mais revoltante é as pessoas se prestarem a esse torpe papel por míseros 20 reais. Por causa dessa gente, uma multidão ficou sem ingressos.
As entradas para o Espaço Pão Emotion acabaram em uma hora. Será que as 5 mil pessoas que pagariam 380 reais entraram na fila para comprar? Tenho certeza que não. Todos esses ingressos estão nas mãos de cambistas.
Contudo, façamos as contas para os ingressos de pista.
Foram comprados por 200 reais cada e estão sendo vendidos a uma média de 450 pilas. O lucro na venda de 10 ingressos é de R$ 2.500,00. Se ele conseguir mais 10 comprados por iditas da fila e vendidos para mais idiotas o lucre é de R$ 5.000,00.
O que mais me espanta é que tem gente que se sujeita a isso. Não é uma questão de assistir a um mega show, mas sim de dignidade.
PS: para quem achar que é dor de cotovelo, pode ficar tranqüilo. Meu ingresso já está na mão. Thanks, Louis!
Escrito por Jéssica Panazzolo às 16h35
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Se o fusca falasse...
Maza e a amiga resolveram sair para fazer compras.
Animadas, foram nas imediações da Teodoro em um domingo ensolarado comprar livros e apetrechos musicais.
Para voltar, tomaram um taxi e foram para suas respectivas casas.
No dia seguinte, Maza acordou e se arrumou para ir ao trabalho. Segunda-feira sonolenta, nublada. Sem ânimo, desceu pelo elavador até a garagem. Quando olhou para sua vaga levou um susto!
Teria sido roubada? Onde estaria seu querido fusca?
Logo ela se lembrou: ele estava estacionado em uma travessa da Teodoro desde o dia anterior...
Escrito por Jéssica Panazzolo às 16h52
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Estrangeirismos
Estava ela, em seu carro, dirigindo por uma movimentada avenida de São Paulo.
Eis que um ladrão assalta o carro da frente. Rápida no gatilho, ela saca o celular e liga para a polícia.
Pelo menos tenta... Ela liga, liga e nada.
Quando chega a seu destino, ainda estupefata com o roubo debaixo de seus olhos, conta com tudo que aconteceu para as amigas.
- Mas não atendia?
- Não.. nem chamava...
- E que número você ligou?
- 911, oras!
Escrito por Jéssica Panazzolo às 15h40
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Carro emprestado não é roubado, ou é?
Maza tinha um fusca. Creme, com calotas brilhantes e pneus com tarja branca larga. Era um mimo, como se diz. O carro da moda. Tanto que ela não era a única a ter o modelo em seu prédio.
Mulher independente, vivia sozinha em seu apartamento, dirigia seu carro e trabalhava todos os dias daquele 1975. Um exemplo de mulher moderna e bem resolvida.
Um dia, atarefada, saiu correndo de casa, pegou as chaves do carro e foi para garagem. Contudo, ao tentar abrir a porta do seu fusqueta teve dificuldade. A chave não rodava direito. Com força e um jeitinho feminino, Maza entrou no carro, deu partida e foi para o trabalho.
O vizinho de porta, também do dono de um fusca, trabalhava em uma firma ao lado da empresa de Maza. Ao descer do ônibus, viu na garagem da amiga um fusca igual seu. Se aproximou, olhou e confirmou. Era o seu fusca!
Mas o vizinho não reclamou. Voltou do trabalho de ônibus, como sempre fazia e foi contar para Maza o que tinha acontecido.
- Olha, Maza, hoje aconteceu uma coisa estranha. Você saiu dirigindo o meu fusca para o trabalho.
- Por isso que foi difícil abrir e fechar o carro...
Escrito por Jéssica Panazzolo às 16h16
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2006
Enfim, voltei.
A demora não foi proposital, juro. Até eu estava com saudades do Mordida.
Em 2006, voltarei com o mesmo pique e buscando novidades para este humilde bloguinho.
Logo, um post fresquinho para começar o ano.
Escrito por Jéssica Panazzolo às 16h06
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