Mordida na Maçã


Amigo é coisa para se guardar do lado esquedo do peito

Diálogo de amigas de longa data

S: Você vai no Hopi Hari amanhã?

G: Não, não vou poder. Você vai?

S: Vou...

G: Olha, eu tenho um ingresso que comprei por 50 reais, mas que vai vencer em breve. Por que você não compra de mim por 30 reais? Aí eu não fico no preju total e você também não paga caro na bilheteria.

S: Oba, fechado. Toma aqui 50 conto e depois você me dá o troco.

Chega o dia da ida ao parque de diversões.

S: Jé, você já tem ingresso?

Jé: Sim, ganhei no Boticário, e você?

S: Comprei da G... Mas como é isso de ganhar no Boticário.

Jé: Ah, você gasta 70 reais e ganha um ingresso. Simples.

S: Ah... Você ganha?!

Jé: Sim... por quê?!

S: Porque eu comprei da G, mas no ingresso dela tem escrito que é do Boticário. Olha, é igual ao seu, logo...

Jé: Logo ela te fez de trouxa e te vendeu um ingresso que ela tinha como cortesia. Bela amiga.

S: É!!! E ainda por cima mentiu e nem me deu o troco.

Jé: Muito pheena. Minha sugestão: explique que descobriu o rolo e diga "Mas, querida, não me precisa me dar os 20 reais. Pode ficar. Se você gosta de esmola, essa está de bom tamanho. Aliás, tenho umas roupas usadas em casa para doar, será que te servem?". Siga linda e morena.



Escrito por Jéssica Panazzolo às 11h11
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Make your influence positive

Quando eu era pequena, minha mãe costumava recortar figuras de revistas e colar numa folha de papel e me dar. Ela pedia para que eu contasse histórias que envolvessem aquelas cenas e personagens para que eu ficasse quieta e junto dela enquando ela fazia as coisas da casa. Era um jeito de estar comigo no pouco tempo em que passava em casa e me controlar, ao mesmo tempo, para que não colocasse fogo em nada.

O primeiro presente que ganhei da minha mãe foi um livro: O dentinho malcriado. Era a saga de um esquilinho que não obedecia a mãe, não escovava o dente e terminava na cadeira do dentista com cáries mil.

Quando tinha uns 8 anos, queria colar adesivos no vidro da janela do meu quarto. Queria porque queria. Mas ela nunca deixou. Não me deixou pintar o cabelo de preto azulado, não me deixou ter uma moto e nem usar salto agulha antes dos 15 anos. Ela não me deixou um monte de coisas. Brigou por um monte de coisas. Me proibiu de um monte de coisas. Mas me impediu, especialmente, de querer por querer. Tinha que querer por algum motivo, que não fosse ser igual aos outros.

Hoje ela não briga e não proíbe. Só colhe os frutos de ter criado uma pessoa e não um monstro, de ter instigado a personalidade e não a futilidade, de ter ensinado e não mimado.

Se eu pareço a minha mãe? Sim, parecemos muito no jeito, no tom da voz, na pouca paciência e na capacidade de nos impormos. Somos idênticas na lealdade e no coração mole, mesmo que finjamos ser fortes e secas.

Filhos são o que os pais e os adultos os ensinam a ser, seja repetindo ou simplesmente negando. Children see. Children do.

Assista.



Escrito por Jéssica Panazzolo às 09h24
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Uma questão de semântica

Vitor é uma criança conhecida por suas artes sem precedentes. Do alto de seus 4 anos, já fez mais que muito atleta de esportes radicais. Mas uma coisa desafia a destemidez do garoto: baratas.

Basta ver uma cucaracha que Vitor corre.

- Vitor, por que você tem medo de baratas?

- Não tenho medo...

- Ah, não? Então você corre por quê?

- Porque eu sou alérgico!



Escrito por Jéssica Panazzolo às 09h55
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Gafes que você não queria cometer - versão internacional e milenar

cena: programa de TV que mostra os tesouros mais valiosos do mundo

preparação: assistente da produção anda pelo palco para acertar os últimos detalhes antes da gravação começar

desastre: o assistente dá um passinho para trás e, ops, encosta em uma caixinha

queda: a urna que estava exposta para a gravação cai

peça: dentro da urna, espatifa-se um espelho chinês de 2.500 anos

angústia: a platéia se cala diante do barulho do espelho se quebrando

Nota mental: Essa é para quem achou que não tinha sorte na vida. Se quebrar espelho dá 7 anos de azar, imagina quebrar um espelho que vale um milhão de dólares e que tem 2.500 anos. Se multiplicarmos a idade do objeto por 7, chegaremos a 17.500 anos de azar. Acho que alguém vai voltar nas próximas vidas com uma dívida bem grande.

P.S.: Mais detalhes aqui 



Escrito por Jéssica Panazzolo às 10h02
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Um dia feliz

O sol bate na janela sem cortinas e Pedro acorda para mais um dia de trabalho. Toma seu banho, mas não faz a barba, veste-se, beija a esposa e vai, animado como sempre, para a garagem do prédio.

Abre a porta de sua antiga Ipanema e entra. Dá dois tapinhas no volante, vira a chave e sai. A saída da garagem do prédio de Pedro é a típica dos edifícios paulistanos de classe média, tipo eclusa. Abre o primeiro portão com o controle remoto. Espera pacientemente que feche para, então, tentar abrir o segundo.

Tentar, porque o último portão se recusa a trabalhar. Pedro, acreditando na ineficiência do controle, abre a janela à manivela e tenta colocar o controle para fora, facilitando a transmissão do comando. Tenta, porque ao esboçar o movimento para colocar o controle para fora da janela, bate o aparelho no vidro e ele cai a 3,5m do carro.

Pedro não se abate. Não por isso. Sorri e tenta puxar o breque de mão para, assim, descer do carro e pegar o controle. Tenta, porque sua queriada Ipanema lhe prega uma peça. Mesmo com o freio puxado o carro desce. Ele tenta puxar mais um pouquinho e o carro desce mais. Pedro resolve então dar mais um puxão. O breque de mão se solta e sai na mão dele.

O bom humor de Pedro é vitorioso. Com o breque de mão separado do carro e o controle remoto do portão distante do seu alcance, Pedro ri e pensa em uma solução. Após ficar ali alguns minutos, o zelador aparece.

- Eita "seu" Pedro, vai sair não?

- Então Zé... o controle do portão está no chão e eu não consigo sair do carro para pegá-lo porque arranquei o freio de mão do carro... Você pode dar uma ajuda?

Claro, que zelador não deixaria de ajudar alguém em tão desesperada situação? Abre-se o portão e Pedro, triufante, consegue sair do prédio finalmente. Olhando para a peça do seu carro acomodada no banco do passageiro, resolve ir diretamente ao mecânico da família. Não poderia passar o dia em função do carro.

- Olha, Pedro, eu não vou conseguir arrumar isso hoje.

- Mas eu não posso ficar sem carro... preciso ir trabalhar.

- Hmmmm... O carro do seu irmão está aí. Como ele está viajando, não veio buscar, acho que você pode levá-lo.

"Que sorte!", pensa Pedro. Finalmente vai dirigir o precioso carro do irmão. Um Astra preto, totalmente filmado, cheio dos opcionais, um luxo.

- Mas, saia daqui e vá direto para um posto. O carro está na reserva da gasolina, ok?!

- Ok!!!

E lá se vai Pedro no Astra. Nem ligou o ar condicionado para não gastar o vapor de gasolina que ainda resta no tanque. Para direto no posto. Abastece, paga, entra no carro e ... nada. Mais uma tentativa, acompanhanda de um sorriso motivador, e... nada. Sem perder a calma habitual, Pedro pede ajuda no posto. O frentista abre o capô do carro, olha, mexe, vira.

- Deve ser bateria. Eu vou dar uma carga, mas você vá direto para casa. Não deixe esse carro desligar de novo se não ele pode não ligar mais, entendeu?

- Entendi.

Diante de uma previsão tão pessimista, Pedro resolve obedecer e voltar para casa. Seu dia não estava animador, afinal, mas pelo menos agora poderia se livrar do calor escaldante e ligar o ar condicionado. Ao chegar no prédio, começa a procurar o controle... "E o controle?", pensa. Claro, tinha deixado na Ipanema.

Logo encosta uma mulher atrás e abre o portão. Sorte grande!!! Não iria precisar descer e explicar para o segurança o porquê de seu carro não ter o selo do condomínio. A fim de agradecer a bondosa mulher, segue-a até a vaga que ela escolhe para parar e estaciona ao lado. Desce do carro de vidros pretos, barbudo, e vai em direção à vizinha caridosa.

- Obrig..

- Leva, leva tudo!

- O quê?!

- Esse prédio tem câmeras, não adianta querer assaltar - agarrou-se na bolsa e fugiu para o elevador.

Eis que o sorriso some. Pedro cabisbaixo sube para o seu apartamento e encontra a mulher. Conta a saga do dia à procura de um colo reconfortante: o freio na mão, a prisão na eclusa, o carro do irmão sem bateria, o esquecimento do controle, a tentativa de ser educado com a vizinha e a cara de bandido que tinha acado de descobrir que tem.

A cada capítulo de seu dia glorioso, a esposa ri mais. Ri de perder o fôlego. Então, Pedro vai tomar mais um banho. Agora tira a barba e pensa "tudo sempre pode piorar".



Escrito por Jéssica Panazzolo às 09h04
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Jornalistas da Metô

Aluga vestido, faz prova de cabelo, compra brinco e sandália. Correria por meses. Enfim, chega o dia da esperada formatura.

Muito luxo, glamour e sedução. O lugar era lindo, a decoração de bom gosto, a comida saborosa e as bebidas fartas. Tudo isso adicionado à família e aos amigos queridos só pode dar em uma festa inesquecível.

Música o tempo todo, Juliana pagando de passista de escola de samba, muitos casais gays, muitas performances com cartola e flores na boca, hino da galera da Metô. Perfeito.

Jú, eu e Sanduba - as três inteiras no começo da formatura posando como se fosse a entrega do Oscar

Lalá, Gabi, eu, Geisa, Rê e Sarinha - todas lindas e formadas

Um beijo para selar uma amizade eterna - Gata, não quero esperar dia 15 de julho

A festa começa e a galera se entrega ao som de Sidney Magal - família animada tem outro toque

Caem os papéis picados e estoura-se a champagne

Geisa, Gui e eu - depois do champagne as maracas ditaram o ritmo

Chapéu de cowboy, óculos de gatinho, nariz de palhaço, anel piscante, maracas e anteninhas de E.T. - figurino básico de festa, vamos assim a todas, é só convidar

A volta para casa - cabelo desmanchando, olheiras e pés doendo. Queremos uma festa dessa por final de semana, pode?

 



Escrito por Jéssica Panazzolo às 09h31
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Gafes que você não queria cometer

cena: quarteto se dirigindo de carro para a praia para passar o Reveillon

C: Nossa, vocês não sabem, ano passado, eu sofri um acidente aqui nessa estrada

J: Acidente?? Que acidente??

C: Estávamos no carro e um veado atravessou a pista, bateu no carro e acabamos capotando.

J: Nossa!!!! Mas não aconteceu nada com niguém?

C: Não... tivemos sorte de estar em baixa velocidade...

J: Mas espera... como um veado pode ter saído do mato?

C: Sei lá, é um bicho, aqui tem mato... Ele resolveu atravessar a estrada e pronto.

J: Ahhhhhhhhhh, é um bicho!!!! Eu achei que fosse uma pessoa!

Nota mental: imagine um homem saltitando, de rosa, com purpurinas e paetês atravessando a estrada. Essa deve ter sido a visão dela.



Escrito por Jéssica Panazzolo às 16h10
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Cadê meu chinelo?

E cá estamos nós de volta! 2007 já começou com uma viagem que valeu a pena, não só pelo lugar, mas principalmente pela galera bacana.

Depois de passar 7 dias à base de misto quente, não posso pensar em presunto e queijo. Estou quase no formato de um porco. E se maresia enferruja, minhas sardas fizeram a festa mesmo com muito protetor 50. Estão a um passo de me dominar.

Muitos isqueiros sumidos, chinelos desaparecidos e muitos desejos de feliz 2007 depois, retornamos à selva de pedras. Logo, a labuta me esperará. De volta à calça jeans e ao tênis.

PS: Quem sabe fotinhos virão, certo Satri?

Escrito por Jéssica Panazzolo às 15h48
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