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Prioridades
Geisa saía de um paraíso tropical e voltava para sua cidade barulhenta e cinzenta. Assim que sai da serra e percebe que seu celular tem sinal manda a seguinte menssagem:
"Mãe, estou bem. Já estou voltando. Você sabe quem foi eliminado do Big Brother ontem? Se não souber descubra! Bjs"
Toca o telefone.
- Alô?
- Oi, você mandou uma menssagem para sua mãe há pouco tempo?
- Sim...
- Então, você mandou pro número errado, veio para mim.
- Bom, desculpe...
- Ok...
- Ei!! VOCÊ SABE QUEM FOI ELIMINADO DO BIG BROTHER ONTEM???
- O Bruno...
- Oba, muito obrigada!! A Siri ficou, obaaaa!! Bem, é, hmmm, obrigada...
Escrito por Jéssica Panazzolo às 11h21
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Língua solta
Uma mendiga caminha em direção a Luís. Ele, muito precavido, já coloca as mãos nos bolsos a procura de alguma moeda ou trocado.
Ela chega bem perto, ele estende as mãos e sorri para lhe dar o que tinha encontrado.
Ela olha para mão dele, depois diretamente para os olhos e diz:
- Mas esse seu cabelo tá de viado, hein?!
- Ah, o seu que é bonito, né?! É moda?
Escrito por Jéssica Panazzolo às 13h18
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Botando pra fora
Lindas, loiras (ou quase) e prontas para colocar fogo no boné do guarda. Lé e Lú estavam prontas para se jogarem na balada e arrasarem na nova fase de suas vidas. A festa era à fantasia, logo, nada mais apropriado que uma produção meticulosamente pensada.
Lú tinha uma fantasia de Alice de outros carnavais. Lé tinha tentado ser uma abelha, mas falhou. Nada que um pulo no guarda roupas não resolvesse. Alice ficou sendo Lé e Lú, gentilmente, passou a ser uma colegial. Não é lá algo muito original. Mas essa colegial tinha elegância e glamour, não era qualquer uma, especialmente por estar usando uma saia da própria mãe e uma camisa caríssima.
Pronto. Pegaram o carro de Alice, que não dirige, e foram para bota fora. Pausa: Alice não dirige mas tem carro. A colegial não tem carro mas dirige. As duas são amigas de longa data. As duas formam uma dupla perfeita.
Carro colocado no estacionamento, entraram e já passaram no bar para entrar no clima. As bebidas eram muito bem feitas. A caipirinha de vodka tinha o luxo de quase não conter frutas. A cerveja era aos baldes. Água era quase um crime. Bebidas nas mãos foram para pista. Da pista para o bar, do bar para pista.
Assim acontecia sucessivamente, com a colegial muito empolgada. Quando estava na pista pulava num pé só e cantava a mais nova música de sua vida "Moreno alto, bonito e sensual". Era um êxtase. Porém, um ligeiro problema. Um chiclete vai parar nos longos cabelos da doce Alice. Louca de ódio ela resolve que tem que tirá-lo lá mesmo. Mas como se ele está impregnado? Oras, da maneira mais elementar. Queimando.
As duas meio vacilantes pegam o isqueiro, separam a mecha e torram os fios. Mas o chcilete é grande.
- Lé, daqui essa coisa.
- Tá pegando fogo!!!!!
- Bate, bate!
Eliminado o estorvo, as duas continuam a dançar. Eis que as coisas começam a fervilhar no estômago de Lú.
- Lé, preciso ir ao banheiro.
- Espera acabar essa... "Pirou minha cabeça e o coração, feito bola de sab.." (braços para cima e olhos fechados)
- Não dá... Urght
Gorfou. Gorfou ali, assim de pé mesmo, no meio da multidão. Aquele era o ápice da amizade entre as duas. Lé era um nojenta de carteirinha, jamais imaginava que teria que acudir alguém e se um dia pensou nisso, passou mal. Lú nunca imaginou que precisaria desse tipo de ajuda e se pensou nisso, esqueceu em seguida. Tinha classe demais para vomitar na balada.
- Ok, vamos no banheiro...
Naquele momento, Lé ficou sóbrea. Todo e qualquer álcool que estivesse em seu corpo foi embora. Puxando Lú pela mão gorfada foi para a fila do banheiro.
- Calma, eu vou parar para falar com aquele escocês, Lé!
- Ahn?
- Escocês, eu e minha amiga Alice, ict..
- Aquela que está indo embora?
- Ops! (sai cambaleante e segue o trajeto sendo puxada)
- Como você está?
- Tô legal! Acho que comi algo ruim. Só vou me lavar e aí já vamos para o bar e para a pista. (voz mole, bafo e corpo mole)
- Tá.. então tira essa camisa e fica só com a blusinha de baixo que você está fedendo.
- Irct, tá bem.
Lavou-se e saiu com a camisa nas mãos.
- Você está cambaleando, tem certeza que está bem? Não quer sentar?
- Acho que quero sentar... (com voz mole e arrastada)
Foram para um espaço aberto do local. Não tinham cadeiras, por isso, resolveram sentar em uma fonte. Com medo de cair dentro da fonte, Lú caiu no chão ao sentar-se. Lé levantou-a. Mal se acomodaram, a sessão "ponha a pizza para fora" recomeçou. Mas num impulso de conter o jato, a colegial usou a camisa como apoio. Adeus à acamisa que foi jogada instantaneamente no lixo pela Alice.
Aquilo não tinha fim. Vendo cena tão inspiradora, um rapaz, fantasiado de médico, ajudou Lé a carregar Lú nos ombros até a enfermaria. Sentada numa cadeira, com o braço sobre um balcão e cabeça caída sobre o braço, lá fica ela por quase 40 minutos. Bebia água com açúcar e água normal que pedia para a amiga e gorfava mais.
Nesse tempo o local foi enchendo. Mais gente semi morta aparecia. Uma chegou de cadeiras de rodas, sentou-se num banco mas não aguentou. Foi para o chão, dura como um rolo de macarrão, regado de dejetos alimentares. Era surreal. Nem um episódio do No Limite era tão asqueroso.
- Dona enfermeira, eu sei que é uma pergunta estúpida, mas a Lú vai conseguir dirigir?
- 
- Ok...
E agora, como fariam para voltar para casa? Lembrem-se que Lé não dirigia.Taxi? sim, seria uma boa, mas e se o cara as sacaneasse de algum jeito? Onde achariam algum disponível àquela hora da noite? Não, muito arriscado...
- Alô, pai?
- Alô.... (voz de quem está no décimo sono)
- Pai, A Lú tá na enfermaria passando mal, o carro está no estacionamento mas eu não sei dirigir e ela não tem A MENOR condição... (voz de pedinte)
- Tô indo...
Ele sai de sua cama quentinha e vai buscá-las. Lé a carrega, agora sozinha, com um braço de Lú passado em volta de seu pescoço. Cena clássica. Alice carregando uma colegial. Abre a porta do carro e a coloca no banco de trás.
- Você quer ir para sua casa?
Lucidez.
- De jeito nenhum!
Gemido.
Vão para a casa de Lé. O pai volta para buscar o carro largado no estacionamento. Dá um balde para a amiga e a deixa dormir em seu quarto e vai tomar banho e dormir na sala. Lú dorme por muito tempo dentro do balde e, numa das visitas de Lé ao quarto, é avisada que ela não precisa enterrar a cabeça no recipiente para descansar.
Pela manhã é hora da limpeza. Lavam-se os sapatos imundos, vão para o lixo as meias fedorentas. As duas estavam com as vestes deploráveis. Lé tinha ficado sem dormir a noite toda e estava quebrada. Quando Lú acorda, parece que nada tinha acontecido na noite anterior. Estava feliz e disposta.
- Quando será a próxima balada, Lé?
- Hoje a noite!
Escrito por Jéssica Panazzolo às 09h02
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Em resposta ao Depósito de Neuras
Cinco coisas que quero fazer antes de morrer?
01) Viajar muito.
02) Escrever um livro.
03) Ter dois filhos – Dante e Enzo Panazzolo
04) Construir uma casa de campo, onde eu posso criar meus amigos, meus filhos e nada mais.
05) Ter um canil e um haras.
Cinco coisas que eu faço bem?
01) Inspeção sanitária.
02) Escrever e ler.
03) Ser educada e sincera, o que me custa inimizades e desafetos. Mesmo assim, ADORO.
04) Rir.
05) Gostar de esportes.
Cinco coisas que eu mais digo?
01) Meu. Ex.: “Meu, você sabe o que aconteceu!”
02) Super. Ex:: “Super entendo o que você está dizendo”
03) Bacana.
04) "Mas que puta me pariu, viu”.
05) Nossa!!!
Cinco coisas que eu não faço ou não goste de fazer?
01) Lavar louça. Tenho nojo, me dá enjôo, sou fresca.
02) Aturar desaforo. Nunca, jamais, em tempo algum.
03) Comer fígado, dobradinha e miúdos. Prefiro ser amarrada num cacto no deserto do Saara, sem protetor solar.
04) Encostar em gente desconhecida.
05) Não poder argumentar. Me dá coisas.
Cinco coisas que me encantam?
01) Amigas queridas jogadas na balada ou, simplesmente, num churrasquinho para descontrair.
02) Jornalismo.
03) Um bom filme.
04) Bons shows.
05) Beijos bem dados.
Cinco coisas que eu odeio?
01) Sujeira.
02) Quem quer tirar proveito de tudo e fazer os outros de idiotas. Nacionalmente conhecidos como espertinhos.
03) Mediocridade.
04) Gente burra e sem opinião.
05) Falta de polidez e educação.
Cinco pessoas para responder isto?
01) Geisa
02) Flávia – Colcha de Retalhos
03) Sanduba
04) MC – Too Much Coffee
05) Diana – Várias coisas para fazer
Escrito por Jéssica Panazzolo às 08h33
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Surdos ou burros?
Sofro com freqüência com a troca de letras do meu nome. Já me perguntaram, como eu já postei aqui, se Jéssica se escreve com "CH", logo, vocês têm a medida da dor. Mas fico sadicamente feliz: eu não a única.
caso 1
Renan - 08 garrafas de Amaro!! diz:
é nois jesmica!
Zabumba zunindo no colo de Deus diz:
hahahaha nenhum nome eh tao trocado
Renan - 08 garrafas de Amaro!! diz:
o meu é
Renan - 08 garrafas de Amaro!! diz:
aqui na empresa, eu me chamo
Renan - 08 garrafas de Amaro!! diz:
Fernando Dias
Renan - 08 garrafas de Amaro!! diz:
Renato
Renan - 08 garrafas de Amaro!! diz:
Iran
Zabumba zunindo no colo de Deus diz:
HAHAHAHAHAH mas pq essas trocas do além?
Renan - 08 garrafas de Amaro!! diz:
pq sao um bando de surdos
Renan - 08 garrafas de Amaro!! diz:
que nao entendem RENAN DO DIA*
* Dia Supermercado
caso 2
- Alô, por favor a Juliana GLOSS.
- Gross...
- Enfim, preciso mandar um e-mail para ela.
- Sim, meu e-mail é jugross...
- gloss?
- Gross.. Grossa sem o A, meu amigo...
- Sim...
- jugross arroba trip
- Tripa?
- Trip, meu amigo... TRIP!!!!
Escrito por Jéssica Panazzolo às 15h13
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Verde que te quero verde
Existem pessoas que não nasceram para o ar puro e para o mato. Drica era uma delas. Não era lá uma amante da natureza. Não tinha animais de estimação e não frequentava sítios ou parques. Seu negócio sempre foi o concreto e coisas inanimadas. Essa história de Green Peace e protocolo de Kyoto sempre foram absurdos naturalistas para ela.
Eis que o melhor amigo de Drica resolve ir passar um ano no Canadá. Como não tinha família em São Paulo, o amigo escolheu Drica para cuidar de sua fiel e amada companheira: Finória.
Finória era um cágado. Um cágado fêmea, atenção. Era discreta e elegante como convém ser a um cágado. Não era de pedir atenção ou dar escândalos. Portava-se em geral como uma dama, economizando barulhos e movimentos. Só exigia uma alface bem lavada por dia e não admitia ser chamada de tartaruga. Enervava-se com essa confusão de espécies.
Agora, Finória teria uma nova casa. Dessa vez moraria com uma fêmea como ela. Tinha a esperança de que encontraria mais limpeza e organização no novo lar, afinal, ser o cágado de um homem solteiro deve ser arrepiante. Agora, Drica teria que se encarregar de algo vivo.
O amigo partiu e ficaram as duas, Finória e Drica. O primeiro contato não foi muito positivo. Ambas não demonstraram afeição. O que mais irritava Drica era ter a impressão, sempre, de que Finória estava morta. E o cágado enlouquecia de ser chamado de tartaruga. Não que fosse algo aparente. Finória era educada o suficiente para guardar seus uivos de indignação e rezar para São Francisco de Assis trazer seu dono de volta.
Dono esse que sempre perguntava de Finória em suas ligações semanais para Drica. Dois meses passaram nessa mesma batida. Até que Drica acordou, foi lavar a alface de Finória e, na hora de entregar-lhe a comida do dia, percebeu que ela havia desaparecido.
Procurou em todos os cantos da casa, pediu para São Longuinho e nada. Chamou a vizinha pra ajudar a procurar e nada.
- Mas como você perdeu uma tartaruga?
- Não sei!! Não sei... Ai, meu Deus, como é que eu fui perder uma tartaruga!?
O dono continuava a ligar e Drica continuava a dizer que tudo corria bem com Finória. Assim correu o resto do ano. Até que o dono voltou. Drica suava frio. Aquele cágado era de muita importância para seu amigo. Mas, no final, ela não tinha o que fazer se não contar a verdade. Se comprasse outro animal ele perceberia fatalmente. Ainda mais porque compraria uma tartaruga e não um cágado.
- Olha, desculpa. Desculpa mesmo, mas eu preciso te dizer a verdade. Eu perdi a Finória. Não me pergunte como porque eu não sei. Ela um dia desapareceu. Eu perguntei para os vizinhos aqui do prédio se alguém a tinha visto, mas nada. Ela sumiu...
- Bom, estou bem triste... Mas como você tentou cuidar dela e eu já sabia dos riscos, não posso reclamar.
Menos mal. Resolveram civilizadamente. Até que um dia toca o interfone de Drica.
- Dona Adriana?
- Sim?
- Olha, por acaso é da senhora um cágado?
- Cágado???
- É... tipo uma tartaruga.
- Tartaruga?! Sim, é!!!! Por quê?
- Porque eu acabei de encontrar o bichinho aqui no jardim do prédio...
- Mas como ela foi parar aí?!
- Olhe, eu não sei, mas me parece que ela pulou da sua varanda.
- E tartaruga pula?
- Não sei... mas que ela está aqui, está... Vem buscar?
- Claro.
Drica imediatamente devolveu Finória para o dono, mas até hoje não sabe como Finória sobreviveu à queda e como só apareceu tanto tempo depois. Seu único rancor é ter causado depressão até em uma tartaruga, que inexplicavelmente, tremia quando Drica a levava no colo e parecia sorrir ao encontrar o dono.
Escrito por Jéssica Panazzolo às 14h10
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A noite dos sonhos
Cristina era uma menina de família e gabava-se disso. Com 20 anos tinha tido somente um namorado e pequenos affairs que quando demonstravam somente interesse carnal eram rejeitados imediatamente. Não que Cristina fosse uma beldade, ao contrário, tinha lá seus quilinhos a mais na balança, mas nada que comprometesse seu belo rosto.
Mas um dia Cristina se cansou dessa vida puritana. Cansou de ser exemplo de virtude e não beijar ninguém. Cansou de ser zoada pelas amigas por ter 20 anos e nunca ter ido a um motel. Em uma noite quente de verão, Cristina decidiu que ia mudar sua história, ia virar a mesa do destino e aproveitar a vida.
Tomou um banho com sabonete importado, fez escova e chapinha nos cachos longos rebeldes, maquiou-se e, por fim, foi escolher a roupa. Tinha que ficar irrestível, sedutora... Para tanto, nada melhor que um belo modelito vermelho. Vestiu o modelito vermelho que era da época em que Cristina tinha uns 10 quilos a menos. E agora, o que fazer?
Nada que um artifício feminino não resolva. Cristina sacou da gaveta uma cinta elástica, comprimiu tudo que havia para ser comprimido, perfumou-se e foi para a balada, pronta para arrasar.
Irrestível como estava, Cristina conheceu um rapaz garboso que, muito educadamente, a convidou para ir a "um lugar mais íntimo". Os olhos de Cristina cintilaram. Essa era sua chance de, finalmente, aproveitar a vida e conhecer o fantástico mundo dos motéis.
Lá se foram os dois. No carro, a moça estava empolgada imaginando como seria sua noite de glória, mas estava encucada com a tal cinta. Oras, não seria lá muito romântico que o par desabotoa-se o utensílio enganador.
Assim que entraram no quarto e após o breve reconhecimento de Cristina, ela foi ao banheiro, tirou a roupa e a cinta. Mas seria muito deselegante se ele, após a tórrida noite encontrasse a cinta, não? Pois ela achou que sim e, por isso, resolveu esconder a peça atrás do vaso sanitário, onde só ela acharia na hora de ir embora.
Enquanto ele ia ao banheiro, ela deitou-se nua na cama e constrangeu-se com o espelho redondo no teto. Acabara de fazer uma constatação que não a animou: seus peitos eram estrábicos. Aquela imagem iria rondá-la por toda a noite. Eis que o rapagão retorna também como veio ao mundo, mas muito educado e sentimental que era, resolveu pedir algo para abrilhantar o clima e matar a sede que os consumia.
O que seria propício para uma noite como essas? Oras, óbvio que era cerveja. Ligou para a recepção e pediu duas latinhas da saborosa e refinada Nova Schin. Cristina estava animada, o parceiro era muito sensível em pensar em algo para beberem. Quis retribuir a gentileza e, ao ouvir o toque da campainha, levantou-se rapidamente da cama e abriu a porta. Sim, ela abriu a porta. Sim, ela estava nua.
Vendo aquela cena dantesca, o companheiro levantou-se, pegou a cerveja e, para descontrair, começou a fazer uma guerra com o produto da cevada. Muito loucamente, jogou a bebida no corpo nu de Cristina, que, sem entender, mas sem querer fazer feio, fez de conta que estava achando o máximo.
Noite vai e noite vem, era hora de tirar a cerveja e o suor do corpo. Ambos vão para a banheira em mais um momento romântico da noite. Encheram de água, colocaram os sais e se jogaram dentro. Mas, esqueceram de fechar a torneira. Uma cascata se fez no banheiro e a água começou a escorrer pelo chão e a invadir o quarto. Eles nem perceberam... Uns 15 minutos depois, os dois pararam para admirar a paisagem e perceberam que algo boiava pelo banheiro.
Vagando lentamente, a cinta de Cristina passeava entre a pia e o vaso sanitário. Cristina correu, pegou a cinta e decidiu que é hora de ir embora. O varão saiu do recinto e deixou que a moça se aprumesse para irem.
Cristina pegou a cinta molhada e tentou amarrar em volta do tronco. Respirou fundo e ... nada. Mais uma vez... Nada. A cinta molhada e seu corpo inchado pelo banho não se acertaram. Cristina não conseguiu colocar a bendita nem deitando no chão e rezando três ave-marias. O que fazer se não colocar o vestido sem o aparato mesmo?
Cristina vestiu o modelito e...e...e... Nem por obra do divino Espírito Santo o vestido fechava. Ele e os quilos a mais de Cristina não se davam bem e precisavam da cinta para faze o meio termo, mas ela, havia abandonado a briga.
Bom, melhor não perder o ânimo, colocar o salto e ir embora. Mas antes, uma conferida no espelho. Lá estava Cristina, de cabelos eriçados, pneus à mostra, sem maquiagem e com o vestido aberto. Cabisbaixa ela saiu do banheiro. Os dois, em um clima de velório, saíram do quarto e começaram a descer as escadas.
Ela, com toda sua classe, acabou escorregando em um degrau molhado pela água que vazou do banheiro, o salto quebrou e ela caiu de bunda na escada. Cristina, já pensando que nada poderia ficar pior viu o cavalheiro que, mais do que depressa, correu para acudi-la e soltou "Machucou, princesa?". Gorda, descomposta e caída no chão ela teve uma só certeza: motel nunca mais.
Escrito por Jéssica Panazzolo às 08h41
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